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EU NÃO SOU AFROFUTURISTA, 2020

álbum sonorovisual web-specific interativo// 10 faixas, plugin original, instalação virtual

O trabalho transmídia EU NÃO SOU AFROFUTURISTA fala sobre ancestralidade e a sua incompatibilidade com o paradigma ocidental de progresso e seu regime crononormativo. Suas poesias, visuais, orais, escritas e musicadas, partem de referências e histórias, vividas e contadas, de sua avó, Dona Elena, sua bisavó, Dona Nenem, e sua tataravó, Maria Cordulina, de  Miraíma, interior do Ceará. Essas histórias são entrelaçadas com as da família de seu avô, seu Luís, e seu tio avô, Mestre Manoel Torrado, ambos do Poço da Onça. Miraíma e Poço da Onça são territórios indígenas e quilombolas que marcam em seu chão práticas de vida e mundo aquém de onde a artista cria e recria suas memórias.

ACESSAR AQUI / CLICK HERE TO GO TO WORK

... "Eu Não Sou Afrofuturista", seu primeiro trabalho na música, é um álbum sonoro-visual e também uma instalação virtual. Como indica o título, o trabalho produz uma linha de fuga na tendência curatorial e mercadológica que simplifica as complexidades da arte negra pela chave do "afrofuturismo". Abordando a política dos memes, música pop e visuais glitch, é uma exploração livre das tecnologias de reprodução virtual da imagem e som. Um libelo irônico (mas seríssimo) contra as demarcações raciais, estéticas e políticas realizadas no campo da arte.

GG Albuquerque em Radar Sonoro: As desigualdades da pandemia e o pluriverso da música negra

No ethos da web arte, o trabalho segue as lógicas da apropriação, da colagem, do remix e do universo das produções de baixo orçamento, que na internet se tornam memes: vozes desafinadas, estéticas de faça você mesmo, gravações de dentro do guarda roupa. Esse modus operandi vem de uma vivência geracional experienciada na espontaneidade de uma infância embebida dessas produções. A coragem de fazer musicalidade a partir de uma persona, sem partir de um horizonte de técnicas formais, tem livre referência em produções como as de Leona Assassina Vingativa, ou, mais recentemente, como MC Loma. Este trabalho é também uma continuação de Pátria - BIAHITS feat. Vampiras Veganas, realizado no ano anterior e que inaugura a personagem BIAHITS, cantora que intervém e discute mercado fonográfico a partir da apropriação e da ironia.

Com produção musical de Henrique Falcão, o álbum tem participações como Novíssimo Edgar (o qual cede uma faixa cujos beats se tranformam na música INTRO), Deize Tigrona, Mun Há e Denise Nuvem, além de um remix assinado pela DJ roupaspreta (Anti Ribeiro).

Na versão original, o álbum é um plugin autoral de wordpress desenvolvido em conjunto com o programador Pato Marques. Cada faixa carrega um GIF autoral, acionado através do clique em cada faixa. O visual e a escuta são interativos na experiência do trabalho, que foi comissionado pela Pivô Arte e Pesquisa, dentro da estréia da plataforma expositiva Pivô Satélite, com curadoria de Diane Lima, em 2020.

I'M NOT AN AFROFUTURIST (2020)
 

interactive web-specific sound and visual album // 10 tracks, interactive plugin, virtual installation // 2020

To discuss ancestry and its incompatibility with the western paradigm of progress and its chrono-normative regime, this work pushes the boundaries between music, video, memes and internet culture from an intimate and family heritage perspective.

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With visual, oral, written and set to music poetry, this work comes from references and stories, lived and told, from the artist's grandmother, Dona Elena, her great-grandmother, Dona Neném, and her great-great-grandmother, Maria Cordulina, from Miraíma, country of Ceará state. These stories are intertwined with those of the artist's grandfather's family, Seu Luís, and her great-uncle, Mestre Manoel Torrado, both from Poço da Onça rural village. Miraíma and Poço da Onça are indigenous and quilombola territories that mark on their soil practices of life and world beyond where the artist creates and recreates her memories. ​ 

 

​ ... "I'm not an afrofuturist", her first work in music, is a sound-visual album and also a virtual installation. As the title indicates, the work produces a line of flight in the curatorial and marketing trend that simplifies the complexities of black art through the key of "Afrofuturism". Addressing the politics of memes, pop music and glitch visuals, it is a freewheeling exploration of the technologies of virtual reproduction of image and sound. An ironic (yet very serious) libel against racial, aesthetic and political demarcations carried out in the field of art. ​

 

GG Albuquerque in Radar Sonoro: The inequalities of the pandemic and the pluriverse of black music

 

​In the web art ethos, the work follows the logic of appropriation, collage, remix and the universe of low-budget productions, what on the internet become memes: out of tune voices, do-it-yourself aesthetics, recordings from inside the wardrobe. This modus operandi comes from a generational experience in the spontaneity of a childhood steeped in these productions. The courage to make musicality from a persona, without starting from a horizon of formal techniques, has free reference in productions such as Leona Assassina Vingativa, or, more recently, MC Loma (brazilian famous memes).

 

This work is also a continuation of Pátria - BIAHITS feat. Vampiras Veganas, made in the previous year and which inaugurates the persona BIAHITS, a singer who intervenes and discusses the phonographic market based on appropriation and irony. ​

 

With musical production by Henrique Falcão, the album has guest appearances such as Novíssimo Edgar (which provides a track whose beats become INTRO), Deize Tigrona, Mun Há and Denise Nuvem, as well as a remix signed by DJ Roupaspreta (Anti Ribeiro). ​ In the original version, the album is an authorial wordpress plugin developed together with the programmer Pato Marques. Each track loads an authorial GIF, triggered by clicking on each track. Visual and listening are interactive in the experience of the work, which was commissioned by Pivô Arte e Pesquisa, within the launch the platform Pivô Satélite, curated by Diane Lima, in 2020.

Vídeoperformance realizada para a Revista Outros Críticos, ed. 15, outubro de 2020, Políticas do som e imagem.

Nessa performance, além da formação inicial do duo BIAHITS (personagem que intervém no mercado e na indústria da música) e Henrique Falcão, músico responsável pelos beats e composições sonoras do EU NÃO SOU AFROFUTURISTA, integram o corpo a banda fictícia formada também pelas aNTI vOCALS: Ariana Nuala e Mariana Souza, também responsável pelos figurinos do projeto.

Aqui, o manto utilizado na contracapa se torna tela para os GIFs que são ativados por cada faixa do álbum, dessa vez assumindo uma tridimensionalidade dentro do espaço, uma vez que essas imagens em movimento viram o próprio corpo da artista.

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Video performance made for the magazine Outros Críticos, ed. 15, October 2020, Sound and image policies. 

 

In this performance, in addition to the initial formation of the duo BIAHITS (a character who intervenes in the market and in the music industry) and Henrique Falcão, the musician responsible for the beats and sound compositions of I'M NOT AN AFROFUTURIST, this fictional band is also formed by the Anti vOCALS : Ariana Nuala and Mariana Souza, also responsible for the project's costumes. Here, the cloak used on the back cover becomes the canvas for the GIFs that are activated by each track on the album, this time taking on a three-dimensionality within the space, since these moving images become the artist's own body.

Outros Críticos apresenta: EU NÃO SOU AFROFUTURISTA

Fotografia: Tiago Lima

Iluminação: Filipe Sampaio

Edição: biarritzzz

Still: Priscilla Buhr

Voz e direção geral: biahits

Direção musical, bateria, synth e conga: Henrique Falcão

As Anti Vocals: Mari & Ari

DJ Set: Anti Ribeiro @roupaspreta

Participação especial: Denise Nuvem, Deize Tigrona e Mun Há

Maquiagem e acessórios: Rayanne Layssa (@STD CHIC)

Figurino: Mariana Souza e Ariana Nuala

Incentivo: Funcultura - PE

Performance realizada com Henrique Falcão para o Guaiamum Tresoso Rural Digital, a edição de quarentena do festival Guaiamum Treloso, um dos mais importantes do estado de Pernambuco com mais de 25 anos de atuação em diferentes formatos.

Performance with Henrique Falcão for Guaiamum Tresoso Rural Digital, the quarantine edition of the Guaiamum Treloso festival, one of the most important in the state of Pernambuco with over 25 years of experience in different formats.

Guaiamum Treloso Rural Digital 2021 por Hannah Carvalho-193.jpg

Foto de Hannah Carvalho