BOCA DE LOBO (WOLF MOUTH) (2022)

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Na língua forçosamente oficializada do colonizador português, a palavra para “nós” (we), é também a mesma palavra para “nós” (knots). Quais são as semelhanças entre nossos laços de afeto, parentesco ou espiritualidade, com o emaranhado de fios, linhas, cordas e cordões? Quais são as semelhanças entre Nós? Pela internet, 99 imagens de nós de diversas culturas (Brasil, Estados Unidos, China, Rússia, Japão, Itália) cruzam a tela ao som de uma comunidade de formigas trabalhando em uma folha, em uma gravação feita em 1992. O mesmo ano que imagino meus ancestrais imaginando, no balanço de uma rede, minha futura existência. O último NÓ, uma técnica chamada Boca de lobo, completa a 100ª maneira de dizer Nós, com meu eu do passado ensinando meu eu atual a dar esse nó tradicional, um conhecimento dos meus mais velhos, amarrando distâncias no tempo, e no espaço.

Este trabalho foi comissionado pelo projeto 100 Ways to say we, uma co-produção do Theater Neumarkt & Goethe-Institut DE.

Boca de Lobo (Wolf Mouth)

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In the forcedly officialized language of the Portuguese colonizer, the word for “WE” is also the same word for “KNOTS”: Nós. What are the similarities between our bonds of affection, kindred or spirituality, with the entanglement of threads, lines, ropes and cords? What are the similarities between Nós? Over the internet, 99 images of knots in many cultures (Brazil, US, China, Russia, Japan, Italy) cross the screen along with the sound of a community of ants working on a leaf, in a record made in 1992. The same year I imagine my ancestors imagining, in the swing of a network (native hammock) my future existence. The last KNOT, a technique called Boca de lobo (wolf mouth), completes de 100th way of say Nós, as myself from the past teaches my present self how to tie this knot, a knowledge from my elders, tying distances in time, and space.

This work was commissioned by the project 100 Ways to say we, a co-production of Theater Neumarkt & Goethe-Institut DE.