B.I.A. - EX@ feat. Mun Há e Deize Tigrona

B.I.A. - EX@ feat. Mun Há, Deize Tigrona

(videoclipe, 2020)


B.I.A. - EX@ feat. Mun Há e Deize Tigrona é o primeiro clipe do álbum EU NÃO SOU AFROFUTURISTA, lançado pela plataforma Satélite, do Pivô Arte e Pesquisa. Neste clipe e música, biarritzzz parodia a música da M.I.A., "XXXO", de 2010. Dez anos depois, a artista faz uma releitura da letra e clipe que discutem pornografia online e, em sua visão, masculinidade tóxica, numa versão atual que coloca em jogo, assim como a original, estética de internet e sexualidade, porém dessa vez abordando a complexidade das questões de gênero nessa segunda década do século XXI: neutralidade de gênero, não binarismo, transexualidade e sexualidades dissidentes. Para isso, biarritzzz, assinando como B.I.A., convida Mun Há, cantora não binárie de ritmos eletrônicos do nordeste, e Deize Tigrona, pioneira absoluta do funk proibidão carioca, e parceira na BATEKOO, selo e movimento LGBTQIA+ negro no qual também colabora há 3 anos. Também participam do clipe, realizado a partir do apoio do Instituto Moreira Sales, através do Programa Convida, Lorenzo e Cidjinha, que colaboram a partir de suas casas. Essa produção em meio à quarentena ainda conta com as talentosas Ariana Nuala e Mariana Souza, que assinam o figurino, além de Tiago Lima, que dirige a fotografia. Os beats foram produzidos por Henrique Falcão, que também produz 8 músicas do álbum. Sua mãe, Eliene Soares, reproduzindo um ritual que não faziam desde a adolescência, alisa seu cabelo, porém agora superando um trauma de reproduzir uma branquitude forçada, para, outrossim, se caracterizar de uma mulher de origem Srilankesa: a própria M.I.A., ou Maya Arulpragasam.

Pátria - Biahits feat. Vampiras Veganas

Fatherland - Biahits feat. Vampiras Veganas

(videoclipe, 2019)


Bregafunk co-criado com Denise Nuvem (alokaduprint) e Naju Pataxó (meninxshiva). Em tom de ironia, a letra joga com valores que circundam a atual sociedade brasileira na linguagem de hits estilo Mc Loma ou Mc Mayara. Se trata de um videoclipe em linguagem de meme e de vídeos musicais que são postados no Youtube com imagens literais apenas para acompanhar a letra, criando uma espécie de relação direta do que é visto e falado - quase como cartilhas didáticas alfabetizadoras em conteúdo web. Também compõem cenas do clipe o registro da transmissão ao vivo do colóquio em que o hit foi lançado, no auditório de Filosofia da USP. #pedagogiasdomeme

#MEMEPEDAGOGICS

Felizes eram os golfinhos - Edgar

(videoclipe, 2019)


Edição e finalização (remix) do clipe em conjunto com Aslan Cabral (Saquinho de lixo). Assista aqui.

Edition and finalization (remix) of the videoclip in partnership with artist Aslan Cabral. Watch here.

Compilação teaser e vinhetas para a mostra Baobácine

(série, vinhetas 2018)

As 3 vinhetas foram uma trilogia. 


Na primeira, uma mão busca alcançar um pôr do sol do Sahara, uma imagem que constitui um certo imaginário clichê em relação ao continente africano. A musica instrumental senegalesa logo é cortada por um kuduro angolano, enquanto as cenas dos filmes que compõem a mostra dançam ao ritmo eletrônico.


A segunda vinheta mostra uma mão escura e também fantasmagórica sob o oceano, a mão de quem perdeu os seus do outro lado do Atlântico. Aquele sonho logo desaparece mais uma vez dando lugar à mistura de imagens e sons dos filmes da mostra.


A terceira vinheta, contrapondo ou completando as outras duas, é um continuum em cima de um canto feminino em yoruba contemporâneo para Ifá, o sistema sagrado da divindade Orunmilá, que constitui uma linha de culto e religiosidade perpetuado em Pernambuco e por grande parte da diáspora. A mão agora aparece num ceu com relâmpagos fazendo o Paô, gesto que chama as divindades dentro dessa cultura. A voz da mulher que mantém a tradição no agora é perpetuada e transcende as imagens do que é tradicional e contemporâneo.

BVGO - Boas Vindas Game Over

BVGO - "Welcome Game Over"

(videoarte, 2017)

Com o mote “no jogo do real ganha o mais surreal” questiono as configurações políticas nas quais vi a passagem dos anos 2016/2017, misturando cenas reais (o que é real?) com cenas de jogos de realidade virtual. Uma notícia é narrada por uma jornalista que, em pleno século XXI, anuncia que presos fugidos tocaram fogo em um canavial, tal qual nos tempos coloniais, enquanto um player do famoso jogo gangster norte-americano GTA incendeia um estacionamento de carros. A palavra PAC de Pacman é ressignificada quando soa como uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), e quem assiste “joga” com os números que se referem a emendas que ameaçam a demarcação de terras indígenas. Índios acertam policiais militares com flechas em Minas Gerais, e quem assiste também está jogando e ganhando pontos, com um pano amarrando a cabeça, à imagem das transmissões de grupos terroristas, enquanto tragédis anunciadas, como a da Samarco, indicam que o jogo está quase perdido e a ironia é uma linguagem de sobrevivência.

Coleção oficial do SPAMM - SuPer Art Moderne Musée

http://spamm.fr

By discussing the idea that "in the game of reality, wins the most surreal" I question the political configurations in which I saw the passage of the years 2016/2017, mixing documental images with scenes from virtual reality games. News is narrated by a journalist that, at the heights of the 21st century, informs that escaping prisioners set fire in a cane plantation field. Meanwhile, a digital character from american game GTA sets fire on a parking lot full of cars. Indigenous people hit military police with traditional arrows at the state of Minas Gerais and who watches everything is also playing, and earning points.

SPAMM - SuPer Art Morderne Musée Official collection

Mandacura

(videoarte, 2016)

Mandacura é uma corruptela da frase "mão da cura", fazendo soar como uma palavra afro indígena brasileira, inspirada na poesia e música de Alberto Marques, “Mão”. Neste filme experimento técnicas de animação manuais, além da utilização de GIFs autorais criados com webcam e também found footage.

 

Como precisamos dos nossos Deuses? O que eles estão tentando nos dizer? O fim está próximo. O começo também. Um pedaço de uma era, de uma história, de uma única história? Nós. E uma mão que rege o mundo.

Mandacura is a corruptela (a linguistic distortion on writing or pronouncing) of the sentence Mão da Cura, sounding not like portuguese but as a brazilian afro-indigenous word. Mão da Cura means, literaly, Healing Hand. From Alberto Marques poetry, this videoclip shows via pixelized images and sensations what are our feelings toward society, history, culture, future. How do we need our Gods? What are they trying to tell us all? Is what society has done to our ancestral people and knowledgement a sign of an end? Synopsis The end is near. And so is the beginning. A piece of an era, of a history, of one unique history? Us. And the hand that rules everything. Is the cure in peace? Or is piece part of the cure? The healing hand is using it's tools to reach the other. The healing hand needs to be heard.

teatro hacker sem cortes para cyberiuN

hacker theater without cuts for cyberiuN

(videoarte, 2017)

Captura de tela com GIF autoral. Vídeo-manifesto criado à convite do artista Pedro Paulo Rocha (attraktor zeros) como desdobramento das discussões da revista-rede virtual cyberiuN, o vídeo discute questões filosóficas e propõe um novo paradigma de pensamento.

Apresentado clandestinamente na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

The Wrong Biennale, Epicentre (Centre del Carme Cultura Contemporània CCCC, ES)

Ilha Suíça

Swiss Island

(videoarte, 2017)

A frustração de um visto negado transformou um sonho neste filme. Ou este filme num sonho. O bailarino e coreógrafo moçambicano Manuel Castomo teve sua entrada na Suíça negada. No lugar, ficou uma ilha, esse pedaço de terra (im)possível para seu corpo e sua dança imigrantes.

The frustration over a denied visa had transformed a dream into this film. Or has made this film, a dream. The professional dancer and coreographer from Mozambique, Manuel Castomo, have had his entrance in Switzerland declined. He’s got an island instead: this piece of land where he finds himself stucked on his own body and mind of an immigrant.

biarritzzz' #1stVIDEOCLIPEVER

(videoarte 2014)

hello

this is biarritzzz talking

hello this is biarritzzz

new videowebdance

hello

[don't blink]

 

Original Soundtrack by Alberto Marques

As seen on Spamm@webtics NY 2015

New Century/New Materials Massachusets 2019

the brief story of a bad gif/ a breve história de um gif ruim

(videoarte 2014)

Investigação stetika metalinguística - registro de todos os blogs (tumblr) que reblogaram este gif feito de prints de notificações do facebook que considerei muito ruim.

Metalinguistic aethetics investigation - recording of all blogs (tumblr) that have rebbloged this GIF made by screenshots from facebook notifications. A GIF I have considered really bad.

salut salus e lolelonzac

(videoarte 2014)

Vídeos criados para o festival Digital Visions na cidade de Limoges, França, a convite do artista Systaime. O festival consistia em criar vídeos new media art para cidades dessa região pacata do país através de informações que você tivesse dessas cidades, ou seja, conseguidas através da internet. Para a cidade de Chalus, sobrepus imagens, sons e vídeos sobre essa cidade com uma navegação (passeio virtual) através do google maps. Para a cidade de Le Lonzac, capturo a tela enquanto brinco com o brasão da cidade, encontrado na Wikipedia, que traz três peixes. Ao final, o espectador se surpreende com a voz automática do google repetindo descontroladamente o nome da cidade errado.

Two videos created for Digital Visions Festival, at Limoges, France, by an invitation from the artist Systaime. The festival consisted in creating new media art videos for the peaceful region cities throughout any information you could find about them on the internet.